sábado, 15 de junho de 2013

Estamos lutando. Mas contra (o) que(m)?

Olá.
Este post, motivado pelo movimentos que têm acontecido nos últimos dias, não visa defender este ou aquele movimento ou "lado", mas convidar a uma reflexão.
Nesta semana, aconteceram algumas manifestações populares pelo Brasil inteiro. É muito bom e muito salutar que o povo brasileiro deixe de apenas reclamar dos políticos na mesa do bar, nas cadeiras da calçada (como nossos avós faziam) e, mais recentemente, com o uso das redes sociais. É um ótimo começo e espero, de todo o meu coração, que não fique só nisso.
O problema é que, como temos visto em diversos comentários (inclusive de amigos próximos nossos),o debate das manifestações acabou por se converter numa luta de classes. Mas mais para o nível dessa luta de classes aqui do que aquela descrita por Marx.
Vou tomar como exemplo a manifestação que está mais próxima de mim, a tão falada Fortaleza Apavorada.
Um grupo, cansado do boom de violência que deixou de ser exclusividade dos bairros de periferia, decidiu ir às ruas para pedir por mais segurança na cidade. Soma-se a essa indignação o fato do governador do Ceará Cid Gomes ter gasto milhões em segurança sem o retorno esperado. E aqui, entra um adendo meu: o investimento em segurança não passou de cosmético: os policiais despreparados, que antes andavam de Parati 93,  agora dirigem Hilux e vestem uniforme de estilista famoso.

Entretanto, a principal queixa contra o Fortaleza Apavorada é porque contemplaria apenas a classe mais abastada e só está focada nas soluções pontuais, sem mencionar as soluções a longo prazo, como melhoria na educação, na saúde, no emprego e nos serviços básicos em geral.
Os integrantes do movimento argumentam que é um movimento aberto a todos e que alguma coisa precisa ser feita ainda que a longo prazo.
Este, porém, é só uma amostragem do que tem acontecido no Brasil inteiro. Classes mais abastadas e as  menos favorecidas trocam insultos, uns se achando mais prejudicados que os outros e  que uns tem mais privilégios que os os outros.
E adivinha quem está ganhando com essa briga?
Isso mesmo: os governos omissos e/ou corruptos que se aproveitam dessa luta de classes (inclusive assumindo bandeiras de reivindicações destes) para continuar se perpetuando no poder. Esses, e não classes A, B ou C são culpados pelo atraso e pela falta de justiça social neste país.
A reflexão que eu proponho é essa: que tal, ao invés de ficar disputando pra ver qual movimento é mais bonito e qual classe é a mais coitadinha, lutarmos todos juntos na mesma direção? Todos perdemos com a segregação. Todos são prejudicados pelo descaso dos governos. Por isso, todos reclamam nas redes sociais. Por isso, os corruptos deitam e rolam.
Estamos todos no mesmo barco, amigos. Ou remamos juntos na mesma direção ou seremos todos arrastados pela correnteza.
Abraço.

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