sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

"Não alimente os trolls", já dizia o sábio

Olá.
Tá vendo? Já estou cumprindo a meta de ao menos um post semanal.
Quem me lê aqui há um tempo, desde o tempo em que meus posts eram mais frequentes, sabe que gosto de alternar posts divertidos com alguns em que o assunto é sério.
Pois bem, hoje é o assunto sério. Na verdade, mais que isso, um conselho de amigo.
Com o advento da internet (parece começo de redação de vestibulando, né?), cada vez mais pessoas podem se comunicar e, mais que isso, fazer uso de redes sociais para compartilhar gostos, sentimentos, opiniões e piadas de todos os tipos (inclusive o que se usou chamar de "impolíticamente correto").
E claro, muito comediantes profissionais e até os ~humoristões~ amadores (gosto de dizer que no Brasil temos 190 milhões de comediantes) se aproveitam do poder de difusão gigantesco das redes sociais para criar polêmica e chamar atenção para a sua mera existência, ainda que o preço disso seja uma rage coletiva.
Piadas com negros, nordestinos, homossexuais e outras minorias que já existiam no offline ganharam o eco do tamanho do país graças às redes sociais. E claro, com os ataques, vêm as respostas. Daí, nos vimos nesse círculo vicioso. No fim das contas, as piadas, bem como a intolerância, nunca acabam. Só aumentam em proporção e em eco.
Imagem: O Globo
A mais recente polêmica envolveu Danilo Gentili. Muitos já viram no Twitter. Quem não viu, favor leia aqui.
Ok, concordo plenamente que a piada foi preconceituosa e de péssimo gosto. Só que gente como Danilo Gentili se alimenta desse tipo de atenção a custa de rage. A partir do momento que você responde à provocação, você está dando o que ele quer. E ele vai continuar fazendo piadas cada vez mais pesadas. Pra você entender a situação, vamos à seguinte analogia: lembre-se do valentão da sua escola e do menino mais fraquinho alvo das brincadeiras deles. O valentão tira brincadeira com o menino fraquinho. Este se incomoda com a provocação e até chora. Aí como ó sofrimento do fraquinho é prazeroso pro valentão, as brincadeiras se tornam mais pesadas,  podendo até mesmo ficarem violentas. O princípio é o mesmo. O troll se alimenta de rage.
Dito isto, defendo que a melhor arma (e a única que não foi testada por nós no contexto de Internet) é dar o desprezo. Não dar atenção mesmo. Deixar o cara no vácuo. Lembre-se. Esse povo se alimenta de holofote.
Condená-los ao ostracismo ou mesmo deixá-lo sozinho com sua patota de babacas pode ser a melhor solução pra diminuir a ocorrência de piadas desse tipo.
Não deem palco. Não deem palanque. É isso que eles querem. Deem desprezo. Mande-os falar com sua mão. Uma hora eles cansam de não terem retorno.
Deu certo pro menino fraquinho quando ele começou a ignorar o valentão e não responder mais às suas provocações.
Abraço.

Um comentário:

  1. "A partir do momento que você responde à provocação, você está dando o que ele quer."

    Tenho a mesma opinião sobre a atenção que dão ao Jair Bolsonaro.

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