segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Balanço final do Brasileirão 2010

Olá.
Esse sou eu tirando as poeiras e teias de aranha do blog e postando novamente.
Maaaaaaaaas, vamos logo ao assunto que eu vim tratar aqui.
É inegável que este Campeonato Brasileiro de 2010 foi a edição mais emocionante de todas da era dos malditos pontos corridos. E este ano, assim como no ano passado, ganhou aquele time que mais se empenhou em ser campeão. E, depois de 26 anos (pra você ter ideia, foi no ano que eu nasci) o Fluminense levanta a segunda taça de campeão brasileiro da Série A. Seria um título mais do que merecido não fosse o fato de o time disputar desde 2001 a primeira divisão graças a uma manobra da CBF que considerou que a "ótima campanha" na famigerada Copa João Havelange foi motivo suficiente pra promover o time das Laranjeiras a Série A sem necessidade de disputar a Série B. O que foi ridículo, visto que a Copa JH não teve rebaixamento (e, portanto, não deveria ter acesso). Maaaaaaaas, isso já é outra história.

O Fluminense, sob a batuta de Muricy Ramalho, grande vencedor da era dos pontos corridos, e comandado dentro de campo pelo argentino Dario Conca e pelos atacantes Fred e Emerson Sheik, desempenhou um futebol inteligente e eficiente, ganhando o Brasileirão praticamente sem sustos, após um começo de campeonato complicado, onde perdeu logo de cara para o time do Ceará. Maaaaaaaas, foi justamente a chegada de Muricy que mudou tudo e a partir de então, o time se acertou e não parou mais de crescer na competição. Tanto que o treinador tricolor até foi convidado a assumir a seleção. Porém, ele preferiu ficar e tocar o projeto do título brasileiro pra frente.
Quem não teve a mesma sorte foi o Corínthians, o time que mais tempo ficou no encalço do tricolor, chegando a alternar a liderança com o time das Laranjeiras em várias oportunidades.Começou muito bem o Campeonato, sob a liderança em campo de Bruno César e Elias e as participações de Roberto Carlos (não o cantor) e Ronaldo, mas acabou sentindo a ida do treinador Mano Menezes à seleção, com a recusa de Muricy. Experimentou uma queda de rendimento com Adilson Batista no comando e voltou a crescer no campeonato com Tite. Mesmo assim, continuou no encalço do Flu até empatar com Vitória e Goiás e dar adeus definitivo ao título. Final melancólico no ano do centenário (Centenada, segundo os rivais).




Essa arte é do ano do rebaixamento do Corínthians, mas é incrível como se mantém atual nos dias de hoje.


Em seguida, veio o Cruzeiro, que também viveu bons momentos no campeonato e chegou a liderar. Com a chegada do argentino Montillo e do técnico Cuca, o time disputou de perto e até o fim o título. Maaaaaaaaaas, quem conhece time treinado pelo Cuca, sabe que ele, na hora da decisão, faz alguma cagada e mela com tudo. Foi o que ocorreu no jogo Cruzeiro x Corínthians, onde eles afirmam que foram prejudicados pela arbitragem. O lance capital do jogo foi um pênalti sofrido por Ronaldo e que o juiz marcou (corretamente, diga-se de passagem: até onde eu sei, empurrar adversário na área sempre foi pênalti). Cuca, é claro, se trabalhou todo na sua síndrome de perseguido e foi expulso, que contaminou o time do Cruzeiro, consolidando assim, a vitória do Corínthians. Daí, o Cruzeiro viu praticamente esgotadas as suas chances, apesar do bom time que tinha. Poderia ter saído com o título ontem, mas só se o Flu tropeçasse, o que quase não aconteceu a eles no campeonato todo e não ia acontecer contra um time rebaixado. Maaaas, repito, como o time era muito bom, acabou levando o vice-campeonato, aproveitando-se de mais um tropeço corinthiano contra o sempre chato time do Goiás. Já, já discorro sobre o time esmeraldino.



Confirmado: Vice é o Cuca!


O Campeonato também provocou outra disputa. A pela vaga na Libertadores. E este ano, a disputa pelo tão sonhado lugar na maior competição futebolística do Cone Sul teve uma faceta: o fim da quarta vaga no meio do campeonato. Como a Sul-Americana vale vaga na Libertadores e o Internacional foi campeão, a Conmebol decidiu que só os 3 primeiros do Brasileirão passariam, pois a quarta vaga já fora "preenchida" pelo Inter. Após várias brigas da CBF com a Conmebol, chegou-se a um acordo. A quarta vaga voltaria sob uma condição: que nenhum brasileiro ganhasse a Sul-Americana. E a gente já já chega nos finalmente dessa história.
No começo, quem parecia que ia ficar com a quarta-vaga era o Botafogo. Começou bem o campeonato e, após dois tropeços antes da Copa, iniciou uma bela arrancada depois dela, lideradas por Jéfferson,  Loco Abreu, Herrera, Maicossuel, Antônio Carlos e Marcelo Mattos (esse até hoje não perdeu uma partida com a camisa do Fogão), chegando ao G4 e brigando inclusive, pelo título. O problema é que aconteceram uma sucessão de tropeços, aliados às contusões de jogadores chave da equipe, como Maicossuel, Fábio Ferreira, Marcelo Mattos e Herrera. Constatou-se que o time não tinha peças de reposição à altura dos desfalques e, mesmo com o time ainda mantendo um certa pegada, não foi suficiente para levar o título. Soma-se a isso o fato de que uma das principais esperanças do time de General Severiano, Jóbson, acabou sendo a maior decepção. Após uma suspensão por uso de drogas, o jogador se destacou mais pelas polêmicas extra-campo que protagonizou que pelo seu futebol. É lógico que esse foi outro fator que acabou por atrapalhar a promissora campanha do alvinegro. Os pontos perdidos com os constantes tropeços acabaram fazendo falta na hora da decisão. O preço foi alto. A vaga foi perdida para o Grêmio na última hora. Se, por um lado, o Botafogo fez sua melhor campanha na era dos pontos corridos e foi o time que menos perdeu na competição, foi também o time que mais empatou, deixando escapar pontos preciosos inclusive, contra time teoricamente mais fracos, como Guarani e Goiás. A gota d'água foi a incrível derrota contra o time de reservas do Inter que praticamente sepultaram as chances de Libertadores do Botafogo. Fica a lição pro próximo ano.



Pô, Botafogo. Por que é que tu é assim? :/


O Grêmio, aliás, ao lado do Atlético-PR foram as gratas surpresas no Brasileirão. O Grêmio chegou a estar ameaçado pelo rebaixamento. Porém, tudo mudou com a chegada de Renato Gaúcho. O time, que no papel era bom, acabou virando realidade nas mãos de Portaluppi. Liderados em campo por Victor, Douglas e pelo artilheiro do Brasileirão Jonas, o time protagonizou uma arrancada incrível. Muito dizem que, se o Grêmio não tivesse acordado tarde demais para o Brasileirão, teria disputado o título com o outro tricolor, o carioca. No final, acabou recompensado com a vaga no G4. O problema é que agora depende do resultado da Sul-americana pra saber se entra ou não na Libertadores. Resta ao gremista secar o Goiás, representante brasileiro na final do torneio.




"Sorry, Grêmio , mas EU TENHO A FORÇAAAA! Beijos."


Já o Furacão também fez uma bela campanha, sempre sob o comando do bom e velho Paulo Baier. Esteve também perto da tal quarta vaga, mas acabou sofrendo com altos e baixos durante a competição que, no final, tiraram-lhe as chances de classificação. Terminou como o primeiro na lista da Sul-americana. Merece os parabéns sim.
Em seguida, vem Inter e Santos, os dois times que praticamente "brincaram" no Brasileirão. Chegaram a figurar na parte de cima da tabela, mas, no fim das contas, fizeram só a conta certa pra terminar o Brasileirão sem susto.
Em seguida, vieram as grandes decepções do Brasileirão. A começar pelo Palmeiras, que fez uma campanha muito aquém de sua tradição. Também não se reforçou dignamente, dependendo, praticamente das bolas paradas e dos chutes de longa distância de Marcos Assunção pra sobreviver no Brasileirão. E nem adiantou trazer Felipão e depois Valdívia, que não rendeu por causa das constantes lesões que sofrera. O vexame foi tanto que eles admitiram abertamente que desistiram do Brasileirão e decidiram tentar a sorte na Sul-americana, onde as coisas pareciam estar indo bem. Ledo engano. A equipe alviverde acabou sofrendo a eliminação da competição sulamericana pelo também brasileiro e já rebaixado Goiás. Depois disso, os palmeirenses também desceram ao nível do futebol do time este ano e decidiram se dedicar a secar o Corínthians, torcendo, inclusive, pela derrota do próprio time ( e cobrando a derrota ao time) só pra não ver o rival campeão.



Isso sim é que é torcida. Sempre apoiando seu time. #not




É. Ultimamente, alegria de palmeirense se resume a rir do Corínthians.#prontofalei


O São Paulo foi mais ou menos a mesma coisa do Palmeiras. O time não se encontrou com nenhum dos treinadores e cedo ficou sem rumo no campeonato. Ao final, também acbaou entrando na onda das "entregas". Triste fim de campeonato para o maior campeões brasileiros e o maior em títulos de expressão e que foi o time que dominou a era dos pontos corridos até hoje.
De volta à Série A, o Vasco também foi outro que, se não brigou pra não cair (a não ser no princípio do campeonato), também não conseguiu brigar por destino melhor na competição. Praticamente, ficou no limbo da competição. Chegou a ter uma euforiazinha com a chegada de PC Gusmão, mas logo os maus resultados voltaram. Por fim, conquistou a vaga na Sul-americana apenas na última rodada.
E agora, vamos falar de outra grata surpresa deste campeonato. O Ceará com certeza foi o time que, dentre todos os que foram promovidos à Série A deste ano, despertou mais desconfiança. Até a bola rolar, era o candidato mais claro ao rebaixamento. Maaaaas, vejam só como o futebol prega peças, senhores. Logo de cara, o Ceará ganhou por 1x0  do time que viria a ser o campeão brasileiro mais tarde. Sob o comando de PC Gusmão, que adotou um forte esquema defensivo e sob a batuta do experiente Geraldo, foi imbatível e terminou o pré-Copa de forma incrível na vice-liderança. Chegou a liderar por uma noite, inclusive. Maaaaas, PC Gusmão decidiu aceitar o convite do Vasco, que tinha demitido Celso Roth e, assim como fez no Botafogo em uma outra edição do Brasileirão, abandonou o barco. Assumiu Mário Sérgio e começaram os revezes. Então, a bela arrancada no princípio de campeonato foi jogada fora e o Ceará não pôde mais almejar o G4. No entanto, Dimas Filgueiras, velho conhecido da torcida do Vozão, assume o time e reecontra o caminho das vitórias. Soma-se a isso a chegada de Magno Alves ao alvinegro cearense, dando poder de fogo ao time com uma já bem montada defesa e um forte meio de campo. No fim, o Ceará acabou cumprindo com antecedência  e tranquilidade o seu primeiro objetivo: não cair pra Série B. Maaaaaaas, como só isso seria pouco para a bela campanha do Vozão, de quebra, conquistaram pela segunda vez na história a vaga para a uma competição Sul-americana ( a primeira foi em 1995, quando a Sul-americana ainda se chamava Copa Conmebol). Isso, sem falar na torcida que, a exemplo dos anos anteriores, sempre lotou os estádios e foi uma peça fundamental para o sucesso alvinegro.





Parabéns, Ceará!


Agora vem a turma lá de baixo.
Quem escapou com vida após duros combates foram o Atlético Mineiro e o Flamengo. O Galo, apesar de ter um elenco respeitável no papel ( a começar por Luxemburgo) não correspondeu dentro de campo. Desde o começo, frequentou a zona de rebaixamento e só começou a reagir com a demissão de Luxa. Coube a Dorival Jr. apagar o incêndio deixado pelo antecessor (atribui-se a Luxemburgo o péssimo ambiente em que ficou o Galo). No final, o Atlético-MG conseguiu resultados importantes e ainda classificou-se à Sul-americana.
Já o Flamengo, atual campeão, sofreu com a perda de importantes jogadores logo no começo do ano, precisamente após a Libertadores. Primeiro, Adriano e Vágner Love, que se tranferiram pra Itália e Rússia respectivamente. Depois, a inesperada baixa no gol. O goleiro Bruno, que foi importante em muitas conquistas rubro-negras, foi acusado de ser o mandante do assassinato de Elisa Samúdio e acabou sendo preso.Soma-se a isso inúmeros problemas extra-campo que começaram com a demissão de Andrade e culminaram até com a demissão de Zico, ídolo maior da Gávea, na alta cúpula flamenguista. O resultado foi um time que em, nenhum momento, lembrou aquele que foi campeão ano passado. Inoperante, um dos piores ataques na competição que, ao final, só escapou da Série B por causa de uma combinação de tropeços dos adversários diretos contra o descenso. Ainda consegui beliscar uma vaga na Sul-americana. Vaga esta que também pode não se confirmar caso o Goiás vença a Sul-americana. Muito pouco pra um time que foi campeão brasileiro ano passado e, sobretudo, pro que a sua torcida  pensa que ele é. :P





Em tempo: dou total apoio à reeleição de Patrícia Amorim à presidência da Mulambada. Tem como não amar essa mulher? #FicaPatriciaAmorim


Agora vamos analisar a campanha dos dois últimos times que se salvaram do rebaixamento juntas por que eles foram bem distintas, mas inversas entre si, digamos assim.  O Avaí começou bem a temporada e chegou até a quase liderar o campeonato. Maaaaaaas, de repente, por alguma razão que desconheço, o time desandou até chegar ao ponto de quase cair. E só se salvou porque se recuperou bem nas últimas rodadas, além de contar com tropeços de rivais. Já o Atlético-GO parecia que ia ser o primeiro rebaixado do ano. Não ganhava de ninguém. Maaaaas, aí veio o técnico René Simões mudou os rumos do time. O Dragão permaneceu ameaçado pelo descenso até o fim, maaaas, pelo menos deu sinal de melhora, surpreendendo até os líderes do campeonato. Por fim, conseguiu a vaga em cima do Vitória da Bahia, que foi rebaixado após ser vice na Copa do Brasil. O time baiano, por sua vez, pagou caro pela forma irregular como conduziu o campeonato e, mesmo apresentando um futebol até respeitável, não fez os resultados.
O Guarani, portanto, foi o único dos que subiram ano passado que vai voltar pra Série B este ano. Sua campanha também foi marcada pela inconstância e por um time limitado. Nem o bom treinador Vágner Mancini deu jeito. Uma pena pela história deste time que já levantou a taça de campeão brasileiro na década de 80.
Agora um time que não deve deixar saudades nenhuma é o Goiás. No meu modo de ver, a função do Goiás estes anos todos foi só ser pedra de tropeço. Este ano finalmente cai, sobretudo, graças ao péssimo início de campeonato com Emerson Leão no comando. Conseguiu uma sobrevida no final, mas o começo ruim acabou pesando. Maaaaaaaaaaas, o esmeraldino pode não cair sem fazer mais das suas trapalhadas. Incrivelmente classificado para a final da Sul-americana, pode estragar a festa do Grêmio e do Flamengo, caso confirme a vitória sobre o Independiente. É, meu caros. O Goiás é tipo aqueles vilões de filme de terror: não morre sem dar aquele último susto.
Já o Grêmio Barueri Prudente Itinerante já começou errado porque, na minha humilde opinião, time que muda de cidade e de razão social era pra ser rebaixado direto. Maaaaaaaas, junto com o nome, mudou a postura do time em relação ao ano passado. Se por um lado, a campanha do ano passado foi até positiva, neste, o time foi muito inferior aos demais, o que fez com que o time caísse à Série B com rodadas de antecedência.
Enfim, no mais rolou os mesmos problemas do ano passado: erros de arbitragem pra todos os lados, mala branca e o retorno das entregadas que tanto "sucesso" fizeram em 2009. Coisas que me fazem ter cada vez mais certeza que a fórmula dos pontos corridos até o fim é equivocada. Maaaaas, repito. O Flu não tem nada a ver com isso e pode sim comemorar seu título com méritos. Parabéns a eles.


Agora, nosso futebol e nossa torcida entram de férias enquanto aguardamos ansiosos os estaduais, a Libertadores e a Copa do Brasil. Fica também a promessa de um 2011 ainda mais competitivo no Brasileirão.
E claro, não posso me despedir de 2010 sem dar os parabéns a Coritiba, Bahia, Figueirense (aiquemerda) e América Mineiro pelo acesso a Série A. E abro um parêntesis pra falar do mui bravo Guarany de Sobral, o primeiro time cearense a levantar a taça de Campeão Brasileiro (no caso, da Série D), conquistando, consequentemente, acesso à Série C.
E que venha 2011.
Abraço.

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