segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Enem fail 3: Versão 2010

Olá.
E eu achando que o Inep, que elabora e organiza o Enem, tinha aprendido com os erros do ano passado.
Quem fez a prova ou esteve envolvido com ela, percebeu, no último sábado, dia 6, o feliz engano.
Constatou-se, no primeiro dia de prova, que houve divergência (mais especificamente uma inversão) do cabeçalho da folha resposta em relação ao caderno de questões, o que teria causado confusão e erro na hora da marcação das respostas. Isso atrapalhou boa parte do alunos.
Soma-se a isso problemas de impressão quer houveram em algumas provas amarelas. Algumas vieram faltando questões. Tá certo que foi a minoria, maaaaaaaaaas, isso é o tipo de coisa que não pode acontecer em um prova que, muitas vezes, está decidindo vagas na universidade. Ou seja, não pode haver erros.
E, pra fechar com chave de latão reciclado [/Risada Forçada Mode], a prova ainda veio com informação errada. Traz uma citação equivocada de Laurentino Gomes, autor de 1808:

Maaaaaaaaaas, pra mim, o mais grave é que o Inep nem sequer teve dignidade para assumir que errou e tenta a toda hora, minimizar os graves problemas ocorridos no andamento do exame. E ainda teve a cara dura de dizer que o Enem (vejam só) foi um sucesso, quer dizer! o.O




"SUUUUUUUUUUUUUCESSO! #NOT"


E também não devemos deixar de destacar as "emendas" que o Inep está querendo saber para fazer parecer que estão empenhados em resolver o problema. Eles estão propondo "correção invertida" (algo inédito no Sistema Solar) e nova prova ao povo que fez no caderno amarelo. Ok, duas questões: quem garante que a tal correção invertida vai mesmo trazer justiça ao resultado final do exame? E porque só o pessoal da prova amarela vai ter segunda chance e os outros candidatos que também estão sendo prejudicados com os erros não terão? Querendo ou não, qualquer que seja o motivo, fazer o mesmo exame duas vezes é sim vantagem em relação a quem só teve uma chance. Por isso, diante dos vários erros apontados, eu, particularmente, não vejo outra opção senão a anulação. É a única forma de devolver a igualdade de condições a todos os candidatos.
E quanto ao Inep e ao MEC, é bem que, desta vez, eles tenham aprendido a lição, já que parece que em 2009, eles não levaram muito a sério o escândalo do vazamento. O Enem ganhou uma importância muito grande, pois passou a ser usado como processo seletivo em boa parte das faculdades e universidades brasileiras. Deve ser tratado, portanto, com seriedade do começo ao fim do processo.  É dinheiro público e o futuro de milhares de brasileiros que estão em jogo nessa prova. É preciso que o governo, representado pelo MEC,  lembre disso sempre que for organizar um novo Enem, para que não haja prejuízo nem financeiro e nem moral para o povo como um todo, em especial, os candidatos do Enem.
E que, o ano que vem (ou mesmo nesse ano ainda) eu não tenha que escrever novamente sobre mais uma lambança no Enem. Oremos.
Abraço.

3 comentários:

  1. Eu acho que só tem uma justificativa para isso: descaso!

    ResponderExcluir
  2. Enem virou Malhação. Uma novela em várias temporadas.

    ResponderExcluir
  3. Puta falta de sacanagem com a galere que estudou para as provas u.u

    ResponderExcluir

A partir de agora, todos podem comentar no blog, incluindo os anônimos. Contudo, para a sua segurança (e para a minha, claro), ele serão moderados. Só passarão os comentários relacionados ao assunto do post. Comentários com ofensas ou agressões não são bem-vindos. No mais, aproveite. Este espaço também é seu. Sabendo usar, não vai faltar.