domingo, 6 de setembro de 2009

Aids, Hitler!

Olá.
Todo mundo conhece ou ouviu falar de Adolf Hitler e da sua doutrina que culminou no Nazismo e, conseqüentemente, no holocausto e na Segunda Grande Guerra. E ciente disso, sabe que a figura de Hitler é considerada non grata pela sociedade, já que o seu regime nazista cometeu inúmeros crimes contra os direitos humanos e era baseado no racismo. Apenas o fato de mencioná-lo, tanto em conversas informais quanto em veículos de comunicação pode causar furor na grande maioria das pessoas.
E foi exatamente por isso que a campanha publicitária que mostrarei a seguir causou tanta polêmica.

Traduzindo o texto do cartaz, que é o slogan da campanha: "AIDS é um assassino em massa."

Trata-se de uma campanha alemã contra a AIDS. E, no comercial de TV desta campanha, aparece um homem e uma mulher mantendo relações sexuais. No final do VT, revela-se a face do homem: era Hitler (o cartaz acima reproduz a última cena). Aqui, os publicitários claramente quiseram fazer uma analogia entre Hitler e o vírus da Aids, dizendo que "ambos são assassinos em massa". O vírus, portanto, estaria, nesta campanha, sendo representado e simbolizado pela figura do ditador.
Obviamente, a peça gerou bastante polêmica. Segundo o G1, ONG's inglesas classificaram a peça como sendo um fator de estigmatização dos soropositivos, ou seja, colocando os aidéticos como "nazistas" e "assassinos". Os criadores da peça defenderam-se, dizendo que a peça só pretende representar o caráter maligno do vírus e que:
"A campanha foi planejada para sacudir as pessoas, para colocar o tema Aids em primeiro plano e para inverter a tendência de ter relações sexuais sem proteção", explicou a agência.
Bem, pra mim ficou bem claro o objetivo dos publicitários. Maaaaas, é aquela história. Criou-se ao longo do anos um mito diante da figura de Hitler. Claro que ele foi sim um ditador truculento contra os que ele considerava inimigos. Porém, o imaginário popular o promoveu a "emissário" e até a "personificação" do demônio. Por isso, colocar Hitler em peças publicitárias sempre será um sinônimo de insulto à humanidade, por melhores que sejam as intenções do publicitário. Por isso, o publicitário deve ponderar sobre uma possível represália do público antes de elaborar uma peça publicitária e veiculá-la. Pode acontecer rejeição e aí sua campanha não terá surtido o efeito desejado.
Eu particularmente, embora tenha achado a ideia da campanha bem amarrada, também percebi que ela pode ser interpretada erroneamente. Por isso, eu não a veicularia. Maaaas, o fato é que foi veiculada e causou polêmica. Cabe as autoridades responsáveis pela publicidade lá na Alemanha, portanto, decidir se ela deve ou não ser proibida.
E já que tocamos no assunto da Aids, só posso fazer aquela recomendação que se faz sempre: previna-se sempre. Use preservativo em todas as relações. Afinal, quem vê cara não vê Aids. Ela pode até ter mesmo a cara do Hitler, mas também pode ter a cara de uma linda moça ou um belo rapaz, por exemplo. Então, todo cuidado é pouco. No mais, divirta-se, maaas, com responsabilidade.
Abraço.

Ps: O vídeo com o VT estava disponível no You Tube antes de eu escrever o post. Quando fui incorporá-lo, ele já havia sido retirado por violação aos termos de uso. Então, só coloquei o cartaz nesta postagem. Se quiserem ver o comercial, procurem pela Internet que, certamente vocês acham.

UPDATE: Achei um outro link para o vídeo no You Tube. Clique aqui e assistam o vídeo antes que tirem do ar.

3 comentários:

  1. Queria ser soropositivo pra processar também e garantir o meu... (mentira, queria não)...

    A campanha é muito boa. Vão dar com camisinha, seus soropositivos, e deixem a campanha "conscientizatória" em paz...

    A propósito... bem Carol Miranda essa pose da mulé com Hitler.. hehe

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  2. Ja tiraram iuahaihaiuhauhaah. Esse funciona, e a resolução está boa:
    http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/germany/6138037/Adolf-Hitler-sex-video-condemned-by-Aids-charities.html
    Sobre o vídeo, creio que as cenas são muito fortes para exibição em horário nobre, mas a idéia até que é válida.

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  3. Cara, na verdade eu acho que o mundo anda muito chato. Não se pode falar nada que já te tacham de racista, de preconceituoso ou que está infrigindo alguma lei.

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