segunda-feira, 18 de maio de 2009

IML de Curitiba descobre a pólvora: o caso do deputado anti-Lei Seca


Olá.
Muitos de vocês acompanharam o caso do deputado Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR, foto), que provocou um acidente que matou dois jovens e deixou a si próprio ferido.
E agora chega essa notícia onde o IML de Curitiba descobriu o óbvio ululante: o tal deputado estava mesmo bêbado ( já havia-se constatado que o deputado havia excedido a velocidade máxima permitida). E olha que não é a primeira vez. Ele já havia sido altuado outras vezes por infrações de trânsito e estava, inclusive, com a carteira suspensa( o cara tinha 130 pontos na carteira, quando o máximo que você pode receber é 20! o.O) . Maaaaas é aquela história: como o cara é deputado, não aconteceu nada com ele, que continuou fazendo suas atrocidades. Resultado: uma hora tinha que acontecer uma tragédia. E aconteceu.
Duas grandes reflexões podem ser feitas a partir deste acontecimento.
Primeiro: a importância de se haver respeito às leis de trânsito, sobretudo à Lei Seca. Infelizmente, o brasileiro de um modo geral não pensa no próximo quando vai dirigir e o faz de acordo com o que lhe for conveniente: sempre que ele pode, ele avança o sinal, excede a velocidade, dribla os fotossensores, dirige sem cinto de segurança e dirige após consumir álcool. E muita gente gosta de atribuir as multas de trânsito que recebe a uma "teoria da conspiração", onde os órgãos de trânsito "armam" para as pessoas serem multadas ao encher a cidade de fotossensores. Ora, o fotossensor só vai acusar excesso de velocidade se ele acontecer, ou seja, se a infração acontecer. Na cabeça de certas pessoas, o certo então era não ter fotossensor nenhum para que seja possível fazer a barbaridade que quiser no trânsito. Por mais que seja chato levar multa, não dá pra tirar a razão dos órgãos de trânsito. As multas não vem do nada. Daí a importância lógica de respeitar as leis ao invés de tentar burlá-las. Não só pelas multas, mas também pela sua própria vida. Se todos respeitarmos as leis de trânsito à risca, tanto as multas quanto os acidentes acabarão. Pense nisso.
Outra questão é aquela que eu sempre bato na tecla aqui no Ora píulas! : o voto.
Responda sinceramente: é este tipo de pessoa que você quer trabalhando em sua casa/empresa? Que bebe e desrespeita as leis? Não, né? Pois é. A Câmara, o Senado, o Governo, a Prefeitura, etc. são como a casa da gente: se colocamos uma pessoa que não é íntegra, ela vai prejudicar você, sua família e a sociedade como um todo. E logo se vê que com certeza o deputado em questão não foi eleito de acordo com critérios de moralidade: com certeza foi eleito ou por ser carismático, ou por ter um grande padrinho político ou até mesmo por ser bonito na opinião das mulheres. Ignora-se o seu caráter. Resultado: o povo do Paraná elegeu um moleque para ocupar um dos cargos mais importantes da República. E olha só o absurdo do episódio: um legislador atentando contra a lei.
Por isso mesmo que eu sempre vou estar repetindo aqui até morrer: procure conhecer o seu candidato e, se eleito, crie a cultura de cobrar serviço e moralidade dele, do mesmo jeito que você faria com um funcionário seu . Até porque o deputado, assim como o Senador, o Presidente, etc., não passa de um funcionário nosso e nos deve obediência e obediência também às leis, sob pena de ser demitido.
Todos os dois casos que citei acima passam por um único princípio: o respeito. Se respeitarmos as leis, a ordem, as instituições, as outras pessoas, ou seja, se houver respeito em sua plenitude, nossa cidade, nosso país e nosso planeta será um lugar melhor para se viver.
E é por isso que devemos lutar diariamente. Não podemos ser coninventes com aquilo que não é certo.
Então, mãos à obra, povo!
Abraço.

4 comentários:

  1. Ele ainda tá correndo risco de vida? É uma esperança...

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  2. hum... então vão mandar ele pra Tremembé.
    A Richtofen tá em Tremembé. Os Nardoni também. Recentemente o Lindemberg do caso Eloá também foi pra lá... sei não... se esse povo se une e faz uma "liga do mal" fuderenga tudo!

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  3. Algumas coisas deveriam ser feitas com olho por olho e dente por dente. Sem dúvidas.

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