quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

No natal, a tristeza desaparece


Olá.
O Natal se aproxima. E com ele, todo aquele frisson. Pessoas montando árvore de Natal, comprando enfeites, ouvindo aquele CD de Natal chiclete da Simone (aff, essa é a pior parte) e preparando o bolso para a festa do consumismo, onde vão gastar todo o dinheiro que têm e até o que não têm com presentes para a família e amigos, ceias de Natal e outros artigos natalinos (ou não, né? O importante é torrar o décimo).
Todo mundo vê o Natal como um tempo de alegria. Eu também penso assim em alguns momentos. Maaaaaaaaaas, no fundo, em nossa sociedade contemporânea, Natal é o tempo da anestesia.
Não estou dizendo aqui que todo mundo passe o ano todinho triste, aborrecido e cheio de problemas. Maaaaas, de alguma forma, a vida da maioria da população brasileira não é das melhores. A maioria sofre com problemas financeiros. O que eu quero dizer é que, quando chega o Natal, parece que todos esses problemas desaparecem, como se eles não existissem até o fim das festas. A pessoas não comemoram mais o Natal por ser uma data cristã ou por ser uma data para celebrar com a família. Comemoram para anestesiar a dor e o sofrimento, com presentes, enfeites e belos perus e chesteres (chester é aquela ave que você nunca viu, mas já comeu(ui)).
Só pra você ter uma idéia, a anestesia chega até à dimensão artística do Natal.
Explico. Tomemos essa canção tradicional de Natal (inclusive, tem uma versão dela no CD de Natal da Simone). Os grifos são meus:

Boas festas (Assis Valente)

Anoiteceu!
O sino gemeu
E a gente ficou
Feliz a rezar

Papai Noel!
Vê se você tem
A felicidade pra você me dar

Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel
Bem assim felicidade
Eu pensei que fosse uma
Brincadeira de papel

Já faz tempo que pedi
Mas o meu Papai Noel não vem
Com certeza já morreu
Ou então felicidade É brinquedo que não tem

Tomou mundo conhece essa música e canta ela bem alegremente e com um sorriso nos lábios.
Maaaaaaas, se você analisar a letra, vai ver que ela é altamente depressiva. Inclusive é considerada a música mais triste da música brasileira. O autor da música, Assis Valente, chegou a se suicidar, devido às dívidas que contraíra. Comentário nada a ver com o assunto agora, mas, isso é a prova de que brasileiro, em geral, não precisa entender a letra pra gostar de uma música (por vezes, a letra não precisa nem ter sentido, como a gente ouve nas FMs da vida). Até letra deprê pode virar uma música alegre!
Bem, não estou aqui sugerindo que você, ao invés de festejar o Natal, vá curtir uma fossa (até porque eu não farei isso). Só peço que você reflita acerca da sua vida. Tente conduzí-la de forma a ser a mais agradável possível para que o Natal não seja a data mais feliz do ano e sim, mais uma data especial com a família.
E vamos cantar canções felizes de verdade, né? Ou você também concorda com Assis Valente e acha que felicidade é brinquedo que não tem?
Claro que tem. É só compartilhá-la com os outros.
A felicidade não é apenas ganhar presente, mas sim, celebrar a vida com as pessoas que amamos. Esse é o melhor presente de todos.
Então desde já, um feliz Natal a todos.
Abraço.

PS: Não, o Natal não foi invenção do capitalismo.
PS 2: Não, o Natal não foi invenção da Coca-Cola.
Ps 3: Sim, Papai Noel foi invenção do capitalismo e da Coca-Cola!

4 comentários:

  1. O Natal é ainda pra mim um período mágico, de se reunir e amar o próximo. As pessoas é que parecem fazer dele uma época de consumir...

    Essa música só nao é mais cansada do que a da Simone. Essa por que é depressiva, a da Simone porque é repetida até a exaustão...

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  2. No Natal todo mundo fica rico! É só ver o quanto as lojas estão cheias xD

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  3. HAHAHAHA pior.. no natal todo mundo fica rico mesmo.. e viva o 13°!

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  4. Soh sei que a epoca que tem mais suicidios.

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