quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Série anti-cases:Mercearia *

Obs: A imagem à esquerda é meramente ilustrativa.

Olá.
É bom estar de novo em seu meio.
A seguir, um novo caso de aberração no marketing, um anti-case.
Hoje vamos falar de uma mercearia, que vamos chamar de Mercearia *.
Localizada numa rua da cidade, trata-se de um estabelecimento antigo, mantido por um senhor de certa idade. Trata-se da única bodega do quarteirão, que faz com que mantenha alguma clientela, que é a principal responsável pelo negócio ainda estar de pé (sem ambigüdades, por favor). Como o próprietário já tem, bem dizer, a vida ganha, ele não observa os princípios do marketing em seu negócio, ficando a mercearia numa constante mediocridade.
Mas vejamos, passo a passo, por que esse repugnante lugar é um anti- case.
Começando pelo ponto de venda, que é a primeira coisa que a gente observa. Trata-se de um local escuro, empoeirado, mal-conservado, apertado. Não dá vontade nem de entrar, salvo quando precisamos comprar alguma coisa em caráter emergencial. O dono, obviamente, não demonstra preocupação em reformar o lugar para torná-lo mais agradável para o cliente. Miopia em marketing à flor da pele.
Quando ao atendimento, que está dentro do ítem promoção, é o pior possível. Ele trata seu clientes com antipatia e às vezes, com grosseria (especialmente quando o cliente paga a compra com uma nota acima de 10 reais). É como se ele estivesse fazendo um grande favor à comunidade só em manter o negócio, o resto que se dane. Aliás, o itém promoção é completamente negligenciado. Não existe divulgação de nenhuma espécie, até porque, como eu disse, o proprietário não está nem vendo! Ele faz somente o que lhe apraz.
Quanto ao ítem preço, este não é, nem de longe, um diferencial para o estabelecimento. Tudo muito, muito, muito, muito caro. A margem de lucro desta bodega é altíssima (o que explica um pouco a "vida ganha" do dono). O fato de ser a única mercearia da vizinhança favorece isto. Quem quiser gastar menos tem que andar um bom pedaço. Agora, para as compras urgentes(e para os preguiçosos), é a única saída.
Quanto aos produtos, bem... estes não justificam o alto preço da mercadoria. Produtos velhos, mal estocados, cobertos de poeira, alguns vencidos, são vendidos na espelunca. A logística (existe?) é péssima, exceto no caso das bebidas, mas isso se deve à próximidade com bares.
O único diferencial, que é o que mantém essa empresa ativa é o fato de ter praticamente o monopólio da vizinhança, que proporciona uma gama de clientes. Mesmo assim, sempre que possível, os clientes evitam comprar lá.

Este negócio, do seu jeito excêntrico ,vem se mantendo, sob a égide do monopólio. Sem perder a mediocridade.
Mas isso não quer dizer que a sua mercearia vai funcionar se você fizer isso. A sua chance de fracasso é de 99,9%.
Portanto, não repita esta estupidez em marketing.
Este foi o anti-case de hoje. Você, empreendedor, não queira ter seu negócio relatado aqui nesta série, por favor, mesmo sabendo que seu nome não aparecerá aqui.
Espero ter dado alguma ajuda. Boa sorte em seu empreendimento.
Abraço.

2 comentários:

  1. Shiryu, o deus do marketing!
    Mas é certo que muitas dessas vendas acham que o cliente não é o mais importante, querem impor o mercado.
    Acho que vou imprimir essas paginas pro seu zé da esquina.

    ResponderExcluir
  2. diga-se de passagem, td q aprendi em marketing foi com o tio Homero.
    Da Rose só peguei a arrogância mesmo.

    ResponderExcluir

A partir de agora, todos podem comentar no blog, incluindo os anônimos. Contudo, para a sua segurança (e para a minha, claro), ele serão moderados. Só passarão os comentários relacionados ao assunto do post. Comentários com ofensas ou agressões não são bem-vindos. No mais, aproveite. Este espaço também é seu. Sabendo usar, não vai faltar.