sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Série anti-cases:Lan House Lalala.

Obs: a foto à esquerda é meramente ilustrativa, nada tendo a ver com a lan house relatada abaixo: ela é muuuuuuuuito inferior à desta foto.

Olá.
Para você que sentiu falta, eis o terror dos maus marketeiros.
Agora apresentando outra bela bosta do mundo do marketing.
Cara, não é por que sua empresa é micro que a sua administração tem que ser micro também.
Por isso leia e aprenda como não proceder em marketing. Depois, faça o inverso.

Existe na cidade uma certa lan house (aliás, lan house é o que mais tem aparecido, pois, embora o computador esteja mais barato, existem pessoas que não podem adquiri-lo. Além disso, vai que você precisa de um computador e o seu dá pau! A quem você recorre? A uma lan house, né?) que vamos chamar de Lalala, atendendo a minha política de sigilo para com a identidade das empresas analisadas.
Pois é. Ela está situada numa região em que existe certa demanda por lan houses. E a localização é respeitável, por estar bem próximo ao seu target: estudantes, funcionários de empresas da região e verminosos (sempre eles). Ela fornece serviços de impressão, o que é muito procurado.
Mas aí você pergunta: por que esta lan house é um anti-case?
Ora, como diria Jack, o Estripador vamos por partes, mais precisamente os famosos 4P's.

Ponto-de-venda: a localização já disse que era excelente, maaas o ponto é pequeno e o espaço não favorece uma expansão, ou seja, não é possível colocar mais máquinas. E até nas lan houses mais espaçosas ocorre lotação e o target é impaciente: tá lotado, vai procurar outra.
Quanto à promoção, na inauguração do negócio, que foi a uns três anos, houve uma panfletagem, que foi abandonada com o passar dos meses. O gerente do negócio meio que se conformou com a clientela de que dispunha e não se esforçou pra divulgar mais. Talvez por não poder aumentar o espaço, talvez por não ter saco de controlar o tempo, já que ele não dispõe de um sistema que trave o computador na hora limite do uso encomendada previamente pelo cliente.

E já que estamos falando do serviço, que corresponde ao "P" produto, este é muito limitado, já que só possui três máquinas. Além disso as máquinas não são boas (o cliente cobra a qualidade das máquinas, pois uma falha atrapalha o andamento do acesso por ele), a conexão é lenta (não chega nem a 1 MBps, quando os concorrentes já oferecem até 2MBps), o que faz com que alguns clientes prefiram se deslocar para as concorrentes por estes oferecerem máquinas novas e Internet em alta velocidade (algumas até permitem que seus fregueses gravem CD'S gratuitamente, direto no PC), coisa que o empreendimento(?) em questão nem sonha em querer oferecer.
Agora chegamos a parte que mais afasta o consumidor da bendita lan: o "P" que falta analisar, que é o preço.
Pense num serviço caro: o acesso a Internet custa a "pequena" bagatela de R$ 2,00 a hora(!), mesmo sob todas as condições que citei acima. E o que é pior, totalmente na contramão da concorrência (para a alegria da mesma), que oferece, como já falei acima, melhor qualidade e um preço baixíssimo: R$ 1,00 a hora de acesso. Isso sem falar nas promoções, quando este preço cai ainda mais. Seja sincero, pra qual lan house você iria?
Esse anti-case da Lan house Lalala já nem é mais miopia em marketing, é "catarata" em marketing. Háháhá!
E se o cidadão não fizer algum investimento, e rápido, o negócio não vai mais nem valer a pena.
Esta foi mais uma aberração do mundo do marketing, um anti-case. Um conselho, se você quer fazer um negócio só por fazer, não observando os princípios de marketing, pelo amor de Deus, desista e vá trabalhar pra outra pessoa que você ganha mais.
Conselho e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Abraço.

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